domingo, 15 de fevereiro de 2015

Conversa de Contracapa #15

Há algumas semanas a editora Galera Record divulgou a capa de “Dois Garotos se Beijando”, próximo lançamento de David Levithan no Brasil e um dos maiores sucessos do autor. Bastou a imagem ser divulgada para que uma polêmica tivesse início: muitos alegavam que a editora quis amenizar o tema abordado substituindo a capa original em uma atitude preconceituosa. Eu, particularmente, achei a polêmica toda exagerada. É claro que uma foto de dois garotos se beijando é mais explícita do que uma imagem na qual palavras formam dois garotos se beijando, mas não consigo ver o porquê de reações tão ofendidas quando o título do livro se manteve e deixa bem claro qual o tema do livro. Além disso, gostei do conceito da capa proposta pela Galera, muito mais do que da capa original (de modo geral, não gosto de capas que são meras fotos pois acredito que são as menos criativas que há – talvez por isso não gosto quando as edições ganham capas de suas adaptações cinematográficas). Mas antes que deixemos o caso “Dois Garotos se Beijando” de lado, afinal este não é o tema desta conversa, no dia seguinte à polêmica a editora lançou um comunicado explicando que a opção da capa visava manter a identidade visual das obras de Levithan no Brasil (o que acho correto).

Essa não é a primeira capa a gerar polêmica, mas dessa vez fiquei pensando sobre a importância que damos às capas dos livros e como normalmente ouvimos que não devemos julgar um livro pela capa. Então cheguei à conclusão que isto está equivocado. Deveríamos sim poder julgar um livro pela capa. Isso porque a função da capa deveria ser dar uma imagem ao conteúdo do livro, ou seja, a capa deveria expressar visualmente o que o livro expressa em palavras e não apenas envolve-lo com algo bonito (embora, de preferência, devesse fazer isso também).

Uma capa bem bolada nos mostra o tipo de livro que temos em mãos antes de lermos a sinopse. E repare que não digo “bonita” e sim “bem bolada” porque o mais importante é que a capa seja adequada ao livro, que diga alguma coisa, que nos permita um gostinho das sensações que a leitura nos trará, mesmo que não seja necessariamente bonita. É claro que queremos belos livros em nossas estantes, mas isso não deveria ser tão importante.

A capa é o pacote, o livro é o presente. No final o que importa é o conteúdo e não como ele veio embrulhado, mas as duas coisas andam de mãos dadas.

É claro que o conceito de beleza é relativo, mas me permitam exemplificar e acredito que vocês entenderão o que eu quero dizer.

Existem livros com belas capas e que são perfeitas para ilustrar suas histórias. “Misery”, “A Maldição do Tigre” e “Sob a Redoma” são alguns exemplos. “O Mistério dos Sete Relógios” é uma das minhas favoritas da coleção Agatha Christie cujas capas são todas desenhadas pelo mesmo artista, que além de manter a unidade de coleção procura contar um pouquinho da história e não se limita a desenhar o título. “Sexta-feira 13 – Arquivos de Crystal Lake” e “Ele está de volta” são exemplos de capas lindas, e simples que não poderiam ser mais criativas e adequadas.



E por falar em criatividade, casais se beijando em capas de livros de romance e morcegos voando em capas de livros com vampiros não passa de falta de criatividade. A prova disso é que inúmeras vezes nos deparamos com o mesmo casal ilustrando a capa de mais de um romance. Isso é a prova do quanto uma capa assim é genérica. A história é genérica? Não. Então a capa não pode ser. Caso o contrário, tudo que ela me diz é que aquele livro é apenas mais uma história sobre mais um casal que em nada se diferencia das muitas histórias de casais que já foram escritas antes dela.

Também existem casos de capas que não são necessariamente bonitas, mas que se encaixam com perfeição à história. “As Virgens Suicidas” consegue apresentar o tema pesado do livro de maneira delicada (o detalhe do sapato, da grama), mostrando a mesma sensibilidade que o autor mostra ao contar a história. Outro exemplo é “Objetos Cortantes” que mantém a identidade visual das obras de Gillian Flynn e transmite uma sensação de desconforto, afronta, de algo invasivo. “Escuridão Total, Sem Estrelas” mostra exatamente isso: escuridão total. O conceito é perfeito para o livro, mesmo que não seja das capas mais bonitas. O mesmo vale para as capas minimalistas da trilogia “Jogos Vorazes” lançadas no Reino Unido (quem leu, sabe porque o tordo se abre um pouco mais a cada livro).

Acho preferível um desses casos ao seu oposto: uma capa bonita que nada tem a ver com o livro em questão. Por exemplo, as capas dos livros juvenis de Carlos Ruiz Zafón. Mesmo sendo lindas e mantendo a unidade da coleção, todas me incomodam já que mostram crianças de idades incompatíveis com as dos personagens da história. Lembro que quando li “Marina” demorei a me acostumar com o fato de que a personagem-título tinha 15 anos e não 8 como a menina da capa aparentava. A capa é linda, mas de quê adianta se ela engana o leitor?





Essa é outra situação que acontece com frequência. Já vi thrillers psicológicos que parecem chick-lits, livros de fantasia que se parecem romances eróticos. A meu ver, tudo que essas capas conseguem fazer é espantar os leitores, afinal, se estou procurando por um thriller psicológico, não vou pegar na mão um livro que tem cara de chick-lit. Da mesma forma, se gosto de chick-lit e a capa me atrai, largo o livro no instante em que leio a sinopse e vejo que ele não é nada do que eu estava pensando. Não funciona para ninguém. Se você se depara com um livro desconhecido de um autor igualmente desconhecido e, portanto, não tem noção do que se trata, em que circunstância esse livro chama a sua atenção? Quando a capa se destaca e ela não pode transmitir a mensagem errada. Livros deveriam nos chamar a atenção pela capa com mais frequência. Comigo, isso aconteceu quando descobri “A Verdade sobre o caso Harry Quebert” (minha melhor leitura do ano passado) graças a sua reprodução do quadro de Edward Hopper. É a capa mais bonita da minha estante? Não. Mas não me enganou quanto à história e foi uma escolha adequada para um livro que mistura tantos gêneros e que por isso pedia uma capa que servisse a todos, sem excluir nenhum.

E ainda existem capas que, além de serem feias, não fazem o menor sentido. A primeira edição brasileira de “Quem é você, Alasca?” (cuja personagem título é descrita no livro como uma menina linda) se encaixa nessa categoria, assim como “Morto Até o Amanhecer” (que faz parecer que a história de Charlaine Harris envolve vampiros adolescentes ao invés de uma pitada mais hot como a capa inglesa mostra. Até o morceguinho voando na outra edição era melhor do que essa). “Dom Casmurro” mostra uma Capitu medonha que em nada tem a ver com a mulher de “olhos de cigana oblíqua e dissimulada” do livro.






Eu disse que, em geral, não gosto de capas com fotos, mas é evidente que para biografias elas são a opção ideal. Ainda assim, é preciso saber escolher a foto. Em “Marilyn” não temos uma imagem sensual da atriz, ou uma foto icônica de um de seus filmes. Temos ela vestindo uma jaqueta jeans, sem o glamour que normalmente a cerca, e os cabelos na frente do rosto, bagunçados com o vento. Claro que ela está linda e sensual, mas a foto escolhida mostra que nesse livro veremos Marilyn Monroe como ser humano e não apenas como ícone.



Os exemplos são muitos e servem para ilustrar meu argumento: escolher a capa de um livro é adiantar um pouquinho de sua história para o leitor. Deve ser feito com sensibilidade. Deve ser uma extensão do pensamento do autor.

Quanto a “Dois garotos se beijando”, leiam a sinopse do livro:

"Baseado em fatos reais e em parte narrado por uma geração que morreu em decorrência da Aids, o livro segue os passos de Harry e Craig, dois jovens de 17 anos que estão prestes a participar de um desafio: 32 horas se beijando para figurar no Livro dos Recordes. Enquanto tentam cumprir sua meta — e quebrar alguns tabus —, os dois chamam a atenção de outros jovens que também precisam lidar com questões universais como amor, identidade e a sensação de pertencer." 

Me parece que o livro não fala apenas sobre dois garotos se beijando, mas sobre anseios e sentimentos, sobre tudo que cerca esse beijo e as reflexões despertadas por ele. Agora olhem a capa original e olhem a capa proposta pela Galera Record. Interpretem ambas e me digam: qual delas é mais fiel à essência do livro?



45 comentários:

Renato Almeida disse...

Olá, Mariana.
Concordo e muito com você, acredito que a capa influencia e muito no que podemos vim a pensar sobre um livro. Tudo bem que o que realmente importa é o conteúdo, mas a capa é uma grande ferramenta, é o visual,é o que a principio chama atenção.
Até mais. http://realidadecaotica.blogspot.com.br/

Renato Almeida disse...

Concordo e muito com suas palavras.
Mesmo o conteúdo de certo modo sendo o principal no livro, a capa é uma grande ferramenta. A capa é o que nos faz ou não sermos chamados pelo livro, ao menos é assim comigo. http://realidadecaotica.blogspot.com.br/

Tabatha Cuzziol disse...

Eu concordo com suas palavras!
Eu cometo sempre o erro de julgar pela capa, mas o que podemos fazer? É a primeira coisa que vemos em um livro não é?
Beijos, Tabatha
http://aproveiteolivro.blogspot.com.br/

Hangover at 16 (contato) disse...

U....ow.
Você tem noção de que fez um post incrível?
Antes de tudo, "A capa é o pacote, o livro é o presente. No final o que importa é o conteúdo e não como ele veio embrulhado, mas as duas coisas andam de mãos dadas." essa é a frase mais verdadeira que já ouvi se tratando de capas.
Eu nunca tinha parado pra pensar a fundo sobre o assunto. Claro, todos dizem que não devemos julgar livro pela capa, mas é justamente o que você falou. Querendo ou não, faz parte do instinto humano julgar. Se te atrai, você quer saber do que se trata. Se você gosta de romance, vai ver um casal na capa e querer ler. Isso faz parte. E é exatamente o que você falou, existem livros com capas absurdas que não passam nem um terço do significado da história maravilhosa escondida por trás daquela imagem. Sério, as editoras deviam ver seu post e pensar nisso, até mesmo pra atrair e agradar mais os leitores. As vezes a capa já é capaz de nos afastar. Pode ser um ato injusto, sem grandes motivos, mas é necessário lidar com a realidade.
E quanto a essas duas capas, sem dúvidas a primeira combina bem mais. A segunda parece que é só uma história de romance qualquer estilo Nicholas Sparks, e definitivamente não é isso o que a obtra pretende transmitir ao leitor.
Novamente, você está super de parabéns! Eu adorei e adoreeei o post, muito bem construído!

xx Carol
http://caverna-literaria.blogspot.com.br/
Tem post novo sobre os Multitalentos, vem conhecê-los!

Lary Zorzenone disse...

Oi Mari
Não acompanhei o burburinho que cercou a divulgação da capa nacional, mas ela realmente é mais expressiva que a original. Tenho grande problema com capas. Acredito, assim como você, que ela deve ser condizente com a estória. Adorei o seu texto. Achei que ficou bem completo e real.
Beijos

Vidas em Preto e Branco 

Desbravadores de Livros disse...

Olá, Mari.
Adorei a sua postagem, pois coloca o leitor para pensar.
Quanto ao burburinho por causa da capa da Galera, eu não acompanhei; aliás, nem sabia do lançamento. Mas quem se manifestou dessa forma não deve ter percebido que a essência da capa nacional é bem melhor e mais trabalhada do que a da capa estrangeira.
Também concordo completamente com suas observações sobre as diversas capas, principalmente sobre as de romance.

M&N | Desbrava(dores) de livros - Participe do nosso top comentarista de fevereiro. Você escolhe o livro que quer ganhar!

Bárbara disse...

Olá!
Adorei o tema proposto pelo post!
Deveríamos sim julgar um livro pela capa!!
Eu sempre fiz isso... afinal, quando estamos passeando por uma livraria, a primeira coisa que nos chamará a atenção para algum livro é a capa... as vezes me deparo com umas capas tão mal feitas, que mostra que as editoras não tem trabalho algum com a capa... precisa sim ter trabalho!
Amo os livros com capas bonitas e que nos mostra um pouco o tema abordado pelo livro!
Acho que as editoras deveriam ter mais cuidado com as capas!!

Antigamente era bem pior, hoje em dia, as coisas vêm mudando e eu espero que continue assim! =)

Beijos, Bá.
http://cafecomlivrosblog.blogspot.com.br

Lost Words disse...

Oi Mariana, Tudo bem?
nossa você falou tudo, eu sempre julgo pela capa, e acho que como você falou a capa precisa demonstrar oque o livro irá abordar. Não importa quão simples seja.
Referente aos Dois Garotos se Beijando, achei as duas capas legais, mas como você falou o livro parece abordar anseios, sentimentos, e acho que a Galera Record conseguiu passa isso no desenho, eu adorei.
ps:. Capitu medonha mesmo hem O.o
beijos Lost Words / Facebook

Luiza disse...

ótima postagem! Para mim a capa de um livro é como um "cartão de visita" mal ou bem ele desperta logo uma primeira impressão.
Bjs
http://eternamente-princesa.blogspot.com.br/

Fernanda Ohashi disse...

Oi Mari! Adorei o post! De verdade! Também não entendi qual foi o auê quanto a capa, parece que esse povo só fica de plantão pra fazer barulho nessas fanpages grandes...como diz a filósofa Taylor Swift, "haters gonna hate, hate, hate, hate, hate." hahaha Gente, é só uma capa, e eu particularmente acho tudo o que a galera record faz de um tremendo bom gosto em termos de design, como você falou, capas bonitas vendem mas não devem superar a importância do conteúdo do livro, já comprei muito livro pela capa e quebrei a cara, já deixei de comprar livro por causa da capa e demorei pra ler obras maravilhosas por causa disso. Depois que comecei a escrever no blog comecei a dedicar bastante tempo a pesquisar as sinopses dos livros e ler resenhas e se a capa for bonita, é só um bônus haha Eu não gosto muito de capas com pessoas, acho que dá pra fazer um trabalho gráfico melhor, mas algumas ficam lindas, então acho que no final das contas é uma questão de gosto né? ^^ beijos! http://www.trocandodisco.com.br/

Paula de Franco disse...

OLá, Mari.

Não sabia que havia acontecido toda essa rebelião, vamos dizer assim por conta da capa selecionada para o livro Dois garotos se beijando. Prefiro muito mais a capa nacional que a americana. Muito mais criativa que apenas pegar e colocar na capa do livro dois garotos se beijando, né? Eu me ligo muito a capa dos livros e adorei a frase que usou que a capa é o embrulho, claro que na verdade o que mais importa é o conteúdo, mas receber um presente mal embrulhado é tenso, quando acontece isso nós nem damos tanta importância para ele. Amei o post. <3

Beijos.
Visite: Paradise Books BR

Lia Christo disse...

Oi Mari, gostei muito da sua postagem.
A capa á a apresentação do livro e da história contida nele.
Eu já comprei vários livros somente pela capa, sem nem ler a sinopse antes... kkk
Algumas vezes funcionou, outras não.
Acho que a capa de um livro é muito importante, e realmente tem muitas capas que são completamente sem noção.
Quanto a capa da Galera, não acompanhei o burburinho e confesso que gostei das duas. Não vi nada demais em nenhuma delas. As duas remetem ao título e a proposta do livro.
Parabéns pelas dicas.
Bjus
Lia Christo
www.docesletras.com.br

D e s s a disse...

Ahhh, adorei sua opinião sobre algumas capas.
Concordo com a maioria!
E os livros do Zafón não sabia que era mais juvenil, sempre achei que era algo mais adulto, depois que fui ler algumas resenhas e descobri, rs
beijos
www.apenasumvicio.com

Tamires Cipriano disse...

Olá Mari.

Haha, fato polêmico...
Confesso que amo as capas, são sim pacotes do conteúdo, incríveis, maravilhosos, amo e muito e compro alguns livros pela capa.
Da raiva de ler algo que não tenha nada a ver com a capa e até mesmo, sinopse. Sim! Os romances de hoje não passam de clichê, falta um pouco mais de criatividade...
Sobre as capas, a da editora ficou ótima, parece que quer mostrar muito mais, como disse, de um beijo, sentimentos e as barreiras... Já a outra, foi mais literal, sei lá, você bate o olho e pensa, romance gay? Eu gostei da capa, mas ficou muito na cara o que diz, precisaria de ler a sinopse para saber mais... porém, em questão de beleza não fico com a da editora rs.

Abraços e ótima semana!
De tudo um pouco

Cabine de Leitura disse...

Mary querida simplesmente adorei esta postagem e para mim as capas dos livros do Stephen King são perfeitas e tenho que concordar com suas opiniões, esses casais e morcegos são tão clichês e fala sério essa Capitu kkk
Ótima postagem.

Bom feriado.
http://cabinedeleitura1.blogspot.com.br/2015/02/tag-harry-potter-spells-tag.html

Elisa disse...

"Deveríamos sim poder julgar um livro pela capa". Assino embaixo 20 vezes, sério. Mesmo que beleza seja um conceito amplo, existem vários fatores que fazem nosso cérebro entender uma imagem como "certa" ou "errada" que independem de gosto pessoal e deveriam ser levados em consideração na hora de fazer algo que precise ser entendido como pelo menos aceitável para um grande número de pessoas. Infelizmente, existe um número absurdo de designers no mercado que não são profissionais qualificados e não entendem isso. Se você está pagando por um livro, que é um produto, me parece simplesmente inaceitável que a capa não seja visualmente agradável. Como você disse, no entanto, já é melhor uma capa não tão bonita que se adeque ao conteúdo do livro do que uma capa bonita que conte uma mentira (outro problema dos designers amadores que cobram menos e são praga no mercado). Nos romances isso acontece com uma frequência triste. Eu não achei a capa de "Dois Garotos de Beijando" linda, mas ela realmente se adéqua melhor à proposta do livro do que a original.

The Fat Unicorn

Kétrin Galvagni disse...

Oi Mari concordo plenamente contigo, amei seu post e adorei o modo como você colocou o assunto.
" A capa é o pacote, o livro é o presente. No final o que importa é o conteúdo e não como ele veio embrulhado, mas as duas coisas andam de mãos dadas."
Essa frase diz tudo, todos dizem para não julgar um livro pela capa, mas é impossível, porque automaticamente você pega o livro e olha a capa, se não gostar da capa muitas vezes nem lê o livro, já vi muito isso acontecer. E acho incrível quando a capa diz tudo sobre o livro, como por exemplo o Misery, que foi um dos poucos livros que eu li que foi citado, a capa diz TUDO sobre o livro, e deixa tudo mais lindo ainda.
Enfim, parabéns pelo seu post!

Beijos

http://www.oteoremadaleitura.com

David Andrade disse...

Oi Mari!
Eu vi essa polemica rolar no face da editora e achei uma total perda de tempo, a galera ir reclamar da capa. Gosto é algo pessoal, e a sociedade precisa entender isso. Quer dizer, veja que você pode gostar de algo e eu não. Além de atitudes preconceituosa de ambos os lados, também rolou uma certa descomunicação. Só pq o pessoal tava alegando que não gostou da capa, ai já começaram a xingar que era preconceito e isso e aquilo. EU NÃO GOSTEI DA CAPA. Sou sincero a dizer. Tanto a versão normal quando a estrangeira. Pelo que li da sinopse, acho que poderia muito bem ter sido melhor trabalhada. Mas isso não interfere na minha vontade de ler a obra. Capa é um detalhe. O que importa é conteudo, e se tem algo que Levithan conquista em seus leitores, é reflexão. Tenho certeza que ele vai conseguir criticas ainda melhores, mesmo que a capa não seja de agrado de alguns.

Abraços
David Andrade
http://www.olimpicoliterario.com/

Inês Gabriela A. disse...

Olá, Mari.
Adorei o post, super completo e abrangente. Acho que muita gente nega, mas ainda somos motivados pelo fato beleza e uma capa bonita ou feia determina SIM a primeira impressão que teremos do livro. Conheço gente que não compra obra com capa feia e, mesmo parecendo bobo, é um fator que influencia sim. Gostei dos casos citados, morro de raiva quando uma capa não tem absolutamente nenhuma relação com o livro!
Beijos.
Memórias de Leitura - memorias-de-leitura.blogspot.com

Ana Carolina disse...

Olá!
Adorei o post ♥
Confesso que levo a capa muito a sério quando vou comprar um livro. E fico chateada quando vejo que a capa não é nenhum pouco condizente com a história!
Também achei desnecessário tanta polêmica a cerca da capa de Dois garotos se beijando e comparando com a original gostei bem mais da Galera.

Beeeeeeijos
http://cupcakedeletras.blogspot.com.br/

Rafaela. disse...

Oi, Mariana!

Que post fantástico. Concordo plenamente com você, em tudo.
As capas deveriam ser mais valorizadas como um todo e não apenas por ser bonita ou feia. Afinal, ela é ou deveria ser mais do que isso. Como você mencionou, a capa é uma espécie de introdução para a história, juntamente com a sinopse, pois ela é primeira coisa que vemos - e também serve para chamar a atenção do leitor. Cansei de ver capas que não tem nada a ver com a história que, além de enganar, também decepcionam.
Aliás, também achei a polêmica exagerada.

Beijocas.
http://artesaliteraria.blogspot.com.br

Raimundo Ferreira disse...

Uau, Mari!

Mais inspirada que isso impossível. O sentimento é mais ou menos o mesmo que o seu, porém sou meio que exagerado ao ponto de comprar o livro,às vezes, só pela capa bonita (Acontece!). Mas, enfim, concordo demais com tudo que você disse, a capa sempre dirá a primeira impressão que teremos do livro, daí a importância de um trabalho bem elaborado.

E cá pra nós, a capa brasileira do livro de Levithan é bem mais bonitinho, num é não?

Beijos,

http://legereoculis.blogspot.com.br/

Mariana Ogawa disse...

adorei o post!
eu não tinha visto a confusão por causa da capa e sinceridade eu concordo contigo que a capa brasileira é extremamente interessante ao invés de colocar a foto, colocar o desenho feito de palavras (não dá p ler o que está escrito, mas creio que deve ter a ver com o livro)

e quanto ao julgar o livro pela capa, eu concordo o livro é um pacote as pessoas que fazem as capas tem que ter mais cuidado, pq é a primeira (tá a segunda coisa que a gente vê, a primeira é o nome) do livro, como disse um amigo meu: é impossivel não julgar um livro pela capa, vc entra na sessão de livros que vc mais gosta não interessa qual seja, os primeiros livros que vc vai pegar são aqueles que a capa mais chamam atenção...

bjs

Lucas disse...

Ei Mari!
Nossa que post fantástico. Concordo em gênero, número e grau com tudo que você disse, exceto pela capa de "Quem é você, Alasca?". Não sei porque, mas gosto desta capa.
Agora as capas do livro da Agatha são um luxo, sou super fã delas. E capas de livros de biografia realmente merece fotos melhores, de maior expressão.
Curti demais esse post! show! Parabéns!


Lucas - Carpe Liber
http://livrosecontos.blogspot.com.br/

Ana Clara disse...

Oi Mari!

Eu também achei a reação do público super exagerada quanto ao livro "Dois Garotos se Beijando". Primeiro porque se a editora quisesse realmente "frear" o conteúdo do livro, nem perderia seu tempo apostando tanto nele.

Esses dias para trás estava conversando com alguns blogueiros no Twitter sobre como as editoras deixam de vender boas histórias porque não trabalham bem as capas. Não adianta falar que elas não importam, porque importam sim! Me diz, quantos livros a gente compra só porque a capa atrai? MUITOS! Quer dizer, pelo menos isso acontece com a maioria dos viciados em livros.

A frase que você usou, "escolher a capa de um livro é adiantar um pouquinho de sua história para o leitor", é mais certa do mundo, cara. Me irrito muito quando leio um livro que tem uma capa que não condiz com a história. Enfim...

Beijo!
http://www.roendolivros.com/

Daiana Ayalla disse...

Olá!

Eu acabei conhecendo o livro "Garoto beija garoto" através de toda a repercussão que gerou a nova capa, achei um total exagero, acho até legal essa mudança de capa, seria chato se todos os livros continuassem com as capas originais... Além do mais, a edição da Galera Record ficou perfeita, muito mais bonita que a original. Eu definitivamente não gosto de capas com fotografia, salvo algumas que são realmente criativas, mas foto de casal se beiando não é legal pra capa do livro, acho que deveriam abusar mais das gravuras, desenhos e designer mais diferenciado.
Eu gosto bastante das capas de Saramago e de Orwell, são minhas preferidas da prateleira.

Beijo.
www.tendadoslivros.com.br

Sil disse...

Adorei a postagem. Meus parabéns! Falou tudo sobre o assunto. Para mim a capa faz sim toda a diferença. Quando procuro algo novo para comprar, se a capa for feia ou sem noção, eu nem leio a sinopse. Sei que estou errada e posso estar perdendo um ótimo livro, mas fazer o que. Achei interessante o que você falou sobre o livro ser o presente a capa a embalagem, porque tem muitas crianças que dão mais valor para a embalagem do que para o presente em si hehe. Quanto a polemica do livro, eu gostei da capa. E acho que a turma arruma confusão por tudo sem necessidade.

Blog Prefácio

Bianca disse...

Gostei do seu post! Eu também não gosto muito de capas com casais se beijando, os do Nicholas Sparks são sempre assim.
E quanto ao primeiro livro que você mencionou, gostei mais da capa com as letras, achei mais original.
Beijos

Bluebell Bee

Lulu on the sky disse...

Olá, Mari!
Muita gente ainda compra o livro pela capa, mas quem realmente gosta de ler procura saber sobre a história e tem a curiosidade de folhear algumas páginas.
Convido vc para participar da nossa pesquisa de público no blog e ajudar melhorá-lo cada vez mais.
Big Beijos
Lulu on the Sky

Gabriela CZ disse...

Nem estava sabendo da polêmica em torno da capa desse livro mas concordo muito contigo, Mari. Também penso que uma capa bem bolada (aliada a um título bem escolhido) deve ser o primeiro atrativo e dar uma ideia sobre o que o livro se trata. Também não gosta de capas com fotos, exceto biografias como mencionou, mas apesar disso acho que realmente a capa da Galera representa melhor o que o livro se propões a contar do que a original. Transmite melhor seu significado. Enquanto a original passa a ideia de um simples romance. Enfim, ótimo texto.

Abraço!
http://constantesevariaveis.blogspot.com.br/

Criticando por aí - Caroline disse...

Eu também não sou muito fã de capas com fotos, como por exemplo uma das edições de "As vantagens de ser invisível". Mas nos casos de biografias, não tem como reclamar, né?
A capa de "Garota exemplar" e "Objetos cortantes" são simples e ao mesmo tempo vejo uma beleza grande nelas, acho que muitas vezes, menos é mais.

Beijos,
Caroline, do http://www.criticandoporai.com.br/

Alisson Gomes disse...

Oi Mari!!!
Nossa adorei seu post! Eu fui um dos que reclamaram da capa, mas porque achei ela feia (apenas) não por qualquer motivo de preconceito.
Eu sinceramente julgo sim livros pela capa sempre fiz isso e poucas foram as vezes em que me arrependi de fazer isso, mas com o passar do tempo passei realmente a não olhar somente a beleza da capa mas também o que ela quer transmitir e o seu exemplo de A Maldição do Tigre é uma das minha capas prediletas além de ser linda ela transmite bem o que vamos encontrar no livro.
Olhando pelo seu ponto de vista quanto a ideia da capa de Dois Garotos se Beijando, tenho que afirmar que a capa da Galera é realmente ideal, mas ainda assim não consigo deixar de achar a capa feia!

Xo
Alisson
Re.View

Teca Machado disse...

Mari, post EXCELENTE!
Às vezes é difícil encontrar posts coesos, interessantes e diferentes como o seu. Adorei!
E eu não vejo NENHUMA razão de polêmica na capa do David Levithan. Pelo contrário, muito mais bonita que a original. Quando a editora troca uma capa de foto por uma conceitual geralmente as pessoas não reclamam, agora só porque a foto era de um casal homossexual reclamam? Vão procurar o que fazer, por favor.
Também acho mega sem graça capas de fotos de casais se beijando ou quase. Criatividade zero.
E adorei que você conceituou que bem bolada não é o mesmo que bonita.

Beijooos

www.casosacasoselivros.com

Ágata Bresil disse...


Esse seu post tá perfeito, inclusive gostaria de indicá-lo em algum post. Pode? Esses dias mesmo tava pensando sobre os livros de publicidade. Pensei o seguinte: se eu vou comprar um livro de publicidade com uma capa tosca, é claro que eu não vou acreditar que o profissional da área não é tão bom assim, ele apenas foi publicado.

Também não gosto da falta de coerência de algumas capas com as histórias, é até pior do que os clichês que você citou. hahaha.

Parabéns pelo post. Super concordo com suas opiniões a respeito.

PS: Também não gostava de Breaking Bad no começo e depois viciei.

Beijos. Tudo Tem Refrão

Lumartinho disse...

Oi Mari!
Essa coisa de capa de livro é mesmo uma polêmica! Tem livros que tem capas HORRIVEIS e são tão maravilhosos e eu também já vi VARIOS casais iguais em capas de livros de romances, fico tão broxada quando vejo isso T_T
Mas, seu post está maravilhoso, parabéns pelo trabalho!
Beijos!

http://lumartinho.blogspot.com.br/

Daniela disse...

ooi, tudo bem?
Achei bem interessante e curiosa essa publicação. A capa é o que por muitas vezes chama a atenção (a primeira) do leitor.
E, depois de ler, verificar elementos na história desenhados na capa é maravilhoso.
Concordo que o conteúdo é o que mais importa, mas a acontece que as vezes a capa não condiz com a trama e acaba desinteressando alguns leitores.

Caso ainda não tenha respondido, pode por favor nos ajudar contribuindo com suas respostas para a pesquisa? http://biolivros.blogspot.com.br/2015/01/pesquisa-blog-bio-livros.html

BIO-LIVROS e PÁGINA

Bárbara Prince disse...

Oi Mari! Eu julgo muito um livro pela capa. Já me indicaram livros, várias vezes, e só de olhar para a capa eu dispensei. Muitas vezes descobri que ela era simplesmente inadequada ao gênero, como os exemplos que você citou.
Sempre achei essas capas do Zafón muito feias. Aliás, me remetem a romances espíritas. Quanto a essa capa horrorosa de Dom Casmurro, eu não esperaria nada melhor da Martin Claret, editora que parece especializada em livros feios.
Também tenho certa implicância com fotos em capas. A capa da minha edição de Thirteen Reasons Why (http://goo.gl/L3Qyh5), por exemplo, mostra uma menina que parece muito mais velha que a protagonista. Sou muito mais a capa brasileira!
Enfim, adorei o post. Acho esse um assunto muito importante para leitores, livreiros e editores. :)
www.blogsemserifa.com

Liih Ferreira disse...

Realmente não tem como não observar a capa. Afinal é o nosso primeiro contato com o livro. Não tem como não observá-la.

Inquietudes Secretas

Iris Pereira disse...

Oi,
Adorei o post falando das capas!!
A capa “Dois Garotos se Beijando”, realmente causou mt polêmica desnecessária. Confesso, que achei a americana mais bonita.
“A Maldição do Tigre” realmente tem a capa mais que perfeita! Rsrs
Concordo que a capa de “Morto até até o anoitecer” é mt feia e não tem nada haver com o livro.
Bjs!
Viciados Pela Leitura

Leitora Online disse...

Oii...
Não tem como não negar, uma capa bonita e muito bem feita, ajuda de muito a chamar a atenção, já comprei muitos livros pelo simples fato de serem bonitas, mas, como você disse, além de ser bonita a capa tem que ter relação com o enredo a ser abordado.
Beijinhos ;**
Leitora Online

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Thati Machado disse...

Oi Mari, tudo bom?
Em primeiro lugar, adorei a pauta o/
Eu vi toda a polêmica envolvendo a capa e também não entendi muito, pois achei que a capa brasileira reflete muito mais a essência do livro..
Eu até costumo gostar de capas com fotos, mas essa em especial não me apresentou nada de especial..
Adorei os exemplos que você usou..
AMEI a capa de "Objetos cortantes". Outra capa que amei foi "Amy e Matthew", também da galera record, mas ainda não li para saber se reflete o conteúdo!
Grande beijo ♥

Thati Machado;
http://nemteconto.org

Fabiola Luz disse...

Adorei o texto e realmente nos leva a reflexão. Concordo que as capas merecem um cuidado especial, tanto quanto o livro. Capas devem refletir o conteúdo e contar um pouco da história. Quanto à polêmica da capa do David Levithan acho que não importa a capa que escolham o título já diz tudo.
Beijos!!
http://literaturaeeu.blogspot.com.br/

Vitória Pantielly disse...

Oi Mari :}

Também não concordo com toda essa polêmica, não que me importe com capas com fotos, mas achei o trabalho da editora lindo, e criativo.
Na maioria das vezes eu julgo um livro pela capa .. Afinal, qual a primeira coisa que você vê quando olha para um livro? Acredito que capas criativas sempre atraem mais o leitor.
As capas de livros românticos são normalmente bem parecidas, eu como fã do gênero já me acostumei, mas já me deparei algumas vezes com o mesmo casal na capa, e como você disse, dá a impressão de não ser uma história original.
Vou ter que citar as capas da série Os instrumentos mortais, acho que elas representam muito bem o que a história traz!
E sim, prefiro a capa brasileria, acho que é mais encantadora do que a original.

Beijos.
http://passeandocomoslivros.blogspot.com.br/

Nardonio disse...

Onde assino?!?! Concordo com tudo o que você falou, Mari!
Tem umas vezes que fico à beira de um ataque cardíaco (exagerado. kkk), quando vejo uma capa porca. E pensar que cada editora tem um setor responsável apenas para isso.
Em relação à toda essa polêmica em torno da capa do novo livro do Levithan, também acho exagerada. O problema é que as pessoas adoram fazer um auê. E só pra finalizar, achei a capa brasileira infinitamente melhor.

Seguidor: DomDom Almeida
@_Dom_Dom

RUDYNALVA disse...

Mari!
Gostei demais da análise feita e tenho de concordar em gênero, número e grau.
claro que a capa é o que mais chama atenção de primeira, quando vocês está em uma paquera com alguém desconhecido... olha logo o que gosta, os olhos, o sorriso e por aí vai e apenas depois de uma bela conversa é que vai saber se vale ou não a pena. No caso do livro, só após a leitura é que saberemos.
Quando analiso as capas em minhas resenhas, faço as duas coisas, analiso a beleza da capa e se ela tem haver com o conteúdo, o que é mais importante na minha opinião.
Em relação a capa do livro do Leviathan...não entendo porque tanta celeuma...se a própria sinopse diz o conteúdo do livro. Acho que as pessoas estão sendo hipócritas ou querendo dar uma de santinhas... É como a polêmica do filme do 50 Tons de cinza, discussão desnecessária. Cada um tem seu gosto, se quiser ler o livro, ótimo, se não... ótimo também. Se quer assistir o filme, assiste se não quiser, tudo bem. Discussão desnecessária no meu ponto de vista.
E o final de semana chega já, desejo muita luz e paz!
Cheirinhos
Rudy
http://rudynalva-alegriadevivereamaroquebom.blogspot.com.br/

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