quarta-feira, 28 de setembro de 2016

RESENHA: Villette

“Enquanto eu olhava, meu eu interior se alterou; meu espírito sacudiu suas asas sempre acorrentadas e elas quase se soltaram; tive uma sensação súbita como se eu, que até então jamais vivera de verdade, estivesse finalmente prestes a saborear a vida.” (BRONTË, 2016, p.91)

Quando se gosta muito de um livro é praticamente impossível não querer ler outras obras do mesmo autor. Foi por isso que iniciei a leitura de “Villette” com altas expectativas, afinal, não apenas “Jane Eyre” foi uma das minhas melhores leituras de 2015, como o considero um dos melhores clássicos que já tive o prazer de ler. 

Lucy Snowe não tem família ou qualquer coisa que a prenda. Por isso, a fim de construir sua vida por conta própria, ela se muda para Villette, onde se tornará professora de inglês em um internato para meninas. 

Novamente me surpreende o quanto o texto de Brontë é fluido, mesmo se tratando de um livro clássico. Em nenhum momento a história se torna cansativa pela linguagem ou pelo ritmo, tendo como único ponto negativo as inúmeras expressões em francês que quebram o ritmo da leitura, tanto pela estranheza que causam, quanto por estarem traduzidas apenas no posfácio, obrigando o leitor a interromper a leitura em busca da tradução. Diga-se de passagem que foi uma orientação da autora que a tradução ocorresse dessa forma, algo que a editora Martin Claret optou por obedecer. 

Mais uma vez, Charlotte Brontë cria uma personagem feminina independente que, diferente das mulheres da época, não vê no casamento a chave para a felicidade e subsistência. Assim como Jane Eyre, Lucy toma para si a responsabilidade sobre sua própria vida, tem opiniões fortes (através das quais a autora faz criticas ao catolicismo) e inclusive faz pouco das colegas cuja maior preocupação é encontrar pretendentes. Levando em consideração o que costumamos ver em romances clássicos, o final de “Villette” é bastante inusitado. 

A narrativa é feita em primeira pessoa, por uma Lucy já idosa que relata sua vida para um leitor com o qual, de tempos em tempos, dialoga diretamente. Talvez por contar os acontecimentos tanto tempo depois de terem ocorrido, Lucy opta por deixar de fora alguns detalhes e esclarecimentos, importando apenas que as coisas tenham acontecido e não o que levou elas a acontecerem. Nesse sentido também, personagens secundários vão e voltam sem aparente razão, no que tanto podem ser coincidências forçadas ou situações sobre as quais a narradora não se deu ao trabalho de entrar em detalhes. 

A verdade é que toda a postura de Lucy enquanto narradora é peculiar. Essa é uma personagem que está contando sua história de vida, chegando até a abordar diretamente o leitor, mas que parece não fazer questão de se deixar ser conhecida por ele. Isso até está de acordo com a personalidade da personagem (acostumada a estar por conta própria no mundo, ela prefere se preservar), mas prejudica o envolvimento do leitor com a sua jornada já que tudo que Lucy nos conta soa superficial. Além disso, no momento em que a própria protagonista não se apega aos personagens da trama, o leitor, tampouco. 

Mas o que causa realmente estranheza em “Villette” é que a história de Lucy parece pertencer a todos menos a ela. Por um lado, sentimos que ela é a protagonista e que, portanto, são as coisas que acontecem a ela que importam para a história. O problema é que nada de significativo acontece a ela porque tudo que move a trama diz respeito aos personagens coadjuvantes. Dessa forma, temos uma protagonista que não protagoniza, pois as situações principais não lhe dizem respeito (o que leva o leitor a pouco se importar com a personagem) e temos coadjuvantes vivendo os principais arcos narrativos, sem que sintamos ligação nenhuma com eles. Assim, de qualquer ângulo que se olhe, o que o leitor recebe é insatisfatório. A verdade é que a vida de Lucy parece ser tão sem graça que ela prefere observar os outros (mas se é assim, porque ela decidiu contar essa história tantos anos depois?). Isso a tornaria uma boa narradora testemunha, o problema é que não é essa a sensação que ela transmite. É uma situação muito diferente de, por exemplo, Nick Carraway, de “O Grande Gatsby” que não deixa dúvida nenhuma sobre aquela história não ser sua e sim do misterioso Jay Gasby e sua amada Daisy, embora seja através dos olhos de Nick que a conhecemos. Quanto a Lucy Snowe, ao que tudo indica, era ela quem deveria estar no centro dos acontecimentos e era a sua jornada que deveríamos estar acompanhando (assim como  fomos presenteados por Brontë com a jornada de Jane Eyre), mas tudo o que temos são eventos dispersos, mesmo que amarrados. 

Sendo fruto de uma época em que romances eram sinônimo de textos rebuscados e mulheres eram donzelas indefesas, “Villette” tem seus méritos pela narrativa de Charlotte Brontë e por apresentar uma personagem feminina independente. Mas não é um livro que consegue cativar.  

Título: Villette (exemplar cedido pela editora)
Autora: Charlotte Brontë
N° de páginas: 856
Editora: Martin Claret

domingo, 25 de setembro de 2016

RESENHA: Em Algum Lugar Nas Estrelas

“— Eu me perdi.
— Eu sei, mas encontrou o caminho de volta. Encontrar o caminho não significa que você sempre sabe o que está fazendo. Saber encontrar o caminho de volta para casa é que é importante.” (VANDERPOOL, 2016, p. 238). 

***

Durante a Segunda Guerra Mundial, logo após a morte de sua mãe, Jack é enviado para um internato no Maine por seu pai, um oficial da Marinha. No internato, ele conhece Early, o mais estranho dos meninos, que parece viver em seu próprio mundo. Entre consertar um barco, ouvir Frank Sinatra e partir em uma aventura em busca de um urso que apavora a região, os meninos descobrem o valor da amizade. 

É impressionante como, em poucas páginas, Jack já conquista a simpatia do leitor, sendo impossível não se afeiçoar ao garoto que não sabe como vivenciar o luto, que se sente deslocado na nova escola e que vê seu próprio pai como um estranho. Jack está à deriva e a jornada em busca do urso se torna muito mais uma busca por sua própria identidade. 

Early, apesar de não ter o carisma de Jack, é um personagem interessante e peculiar: uma combinação de inteligência, sensibilidade, companheirismo e obsessão. E entre as muitas obsessões do menino, a maior delas é o número irracional pi e a forma como o enxerga: Pi não é apenas um número, mas um jovem ambicioso que tem sua própria estória. 

Assim, Em Algum Lugar nas Estrelas divide-se em duas partes: acompanhamos a estória dos garotos pelo ponto de vista de Jack, em primeira pessoa, alternadamente com a estória de Pi, narrada em terceira pessoa. Os capítulos são curtos e dinâmicos e a autora soube integrar as partes de Pi à estória de Early e Jack, as quais mantêm um curioso e intrigante paralelismo. Também merece elogios a narrativa, não apenas envolvente, mas repleta de belas e significativas metáforas.

Vale destacar o fato de que a autora soube desenvolver ambos os protagonistas, dando-lhes inúmeras facetas. No decorrer da jornada, o leitor se apega aos meninos e sente como se verdadeiramente os conhecesse e, por este motivo, a evolução deles ao longo da estória se torna ainda mais palpável. 

Um dos fatores que mais me impressionou foi como os personagens coadjuvantes e seus dramas foram bem desenvolvidos, mesmo que fizessem participações pequenas na estória. As interações entre os protagonistas e os personagens secundários foram magistralmente orquestradas, mostrando aos meninos que todo mundo tem seus próprios fantasmas, mas que não precisamos encará-los sozinhos. 

A sensibilidade da autora para lidar com assuntos complicados também merece elogios. Vanderpool aborda temas como luto, negação, violência, sofrimento, arrependimento, relacionamentos, redenção, e muitos outros de forma sútil e honesta. 

Sem ser piegas, nem cair no lugar comum, Clare Vanderpool escreveu o tipo de livro que parece um abraço: reconfortante e revitalizador. Apesar de ser um livro infanto-juvenil, Em Algum Lugar nas Estrelas consegue transcender seu público-alvo e certamente encantará leitores de todas as idades.

Impossível não elogiar o capricho da Darkside nesta edição, que conta não apenas com capa dura e papel pólen, mas também com belas ilustrações. 

Título: Em Algum Lugar nas Estrelas
Autora: Clare Vanderpool
N.º de páginas: 284
Editora: Darkside Books

quinta-feira, 22 de setembro de 2016

5 anos de Além da Contracapa

Hoje é dia de festa no Além da Contracapa porque o blog está completando 5 anos! Para celebrar a data, nós respondemos as perguntas que vocês nos mandaram ao longo do mês de setembro e, como presentinho extra, o vídeo conta também com alguns dos nossos erros de gravação para vocês darem risada com a gente.

Aos nossos leitores, blogs amigos e editoras parceiras, fica aqui o nosso agradecimento por virem Além da Contracapa conosco ao longo desses 5 anos.


Posts citados:

PROMOÇÃO: 5 Anos de Além da Contracapa


No aniversário de 5 anos do Além da Contracapa quem ganha os presentes são os nossos leitores. Para isso, nós convidamos vários blogs amigos e também as nossas editoras parceiras para fazer uma super promoção que dará 22 prêmios para 9 leitores. A todos vocês o nosso muito obrigado e aproveitem a festa! 


Regras Gerais:


A promoção terá início no dia 22 de setembro e término no dia 22 de outubro.

Para participar, basta preencher os formulários abaixo, usando sua conta do Facebook ou seu e-mail, e ter um endereço de entrega no Brasil.

A promoção é dividida em duas partes: "Em parceria com blogs" e "Em parceria com editoras". Não deixe de conferir as regras específicas para cada promoção.


A mesma pessoa poderá ser vencedora de mais de um sorteio. Basta seguir as regras e ter sorte.


O resultado será divulgado no blog e nas redes sociais até três dias após o encerramento da promoção, sendo que o sorteado será contatado por e-mail, tendo o prazo de 48 horas para fornecer seus dados e o blog se responsabiliza por confirmar o recebimento das informações. 

A Equipe do Além da Contracapa se reserva ao direito de dirimir questões não previstas neste regulamento.

EM PARCERIA COM BLOGS

Regras específicas:

Todas as entradas são opcionais.

Os livros sorteados são:
Além da ContracapaLoney - Andrew Michael Hurley
Artesã Literária: Mr. Mercedes - Stephen King
Balaio de Babados: A Menina Mais Fria de Coldtown - Holly Black
Casos, Acasos e Livros: Amor nas Entrelinhas - Katie Forde
Caverna Literária: Amor Infernal - Lisa Desrochers
Coisas de Diane: A Sereia - Kiera Cass
Conjunto da Obra: Esta é uma história de amor - Jessica Thompson
Livros: Ontem, Hoje e Sempre: Um Passado Sombrio - Peter Straub
Minha Vida Literária: O Hobbit e a Filosofia - Gregory Bassham & Eric Bronson 
My Dear Library: A Escolha Do Coração - Amanda Brooke 
Prefácio: Vale-presente Saraiva no valor de 30 reais
The Tony Lucas Blog: Lembrança - Meg Cabot
Roendo Livros: Desvende Meu Coração - Dominic Evans
Tô Pensando em Ler: Melancolia - Jon Fosse

primeiro sorteado poderá escolher 6 prêmios entre as 14 opções, o segundo sorteado poderá escolher 5 prêmios entre as 8 opções restantes, e o terceiro sorteado ficará com os 3 prêmios restantes. 

O prazo para envio dos prêmios é de 40 dias úteis. 







EM PARCERIA COM EDITORAS


Regras específicas:

É obrigatório curtir a página do blog Além da Contracapa no Facebook.

As demais entradas são opcionais

Para a entrada "Tweet about the Giveaway" ser válida, é obrigatório seguir o blog e a editora no twitter. No sorteio de "Festa o ar livre e outras histórias" basta seguir o blog. 

Os livros sorteados são:

O Adulto - Gillian Flynn
Mr. Mercedes + Achados e Perdidos + O Último Turno - Stephen King
Sombra do Paraíso - David S.Goyer e Michael Cassut
Festa ao ar livre e outras histórias - Katherine Mansfield

Os livros "Sombra do Paraíso" e "Festa ao Ar Livre e outras histórias" serão enviados pelo blog no prazo de 40 dias úteis. Os demais livros serão enviados pelas respectivas editoras. 














segunda-feira, 19 de setembro de 2016

RESENHA: Baseado em fatos reais

“Pensei que L. havia percebido meu ponto de demência e que a recíproca era verdadeira.
Talvez, inclusive, seja isso um encontro, amoroso ou amigável: duas demências que se reconhecem e se cativam.” (VIGAN, 2016, p.96)

Após o grande sucesso de seu mais recente livro, uma história autobiográfica que explora dramas familiares, a escritora Delphine se vê diante do dilema do próximo livro. O que ela pode escrever que esteja a altura de tanta expectativa? Fragilizada pela pressão, ela enfrenta um bloqueio criativo que nunca a havia cometido com tanta intensidade antes, chegando ao ponto de nem mesmo conseguir responder um email. Para piorar, ela tem recebido cartas violentas com críticas severas sobre seu livro de sucesso. É neste contexto que Delphine conhece L., uma ghost-writer com quem desenvolve uma amizade instantânea e, aos poucos, uma relação de dependência.

Narrado em primeira pessoa por Delphine e composto em sua maioria por trechos curtos, “Baseado em fatos reais” é um livro intenso desde as primeiras páginas, graças à atmosfera de perigo criada pela autora e é um daqueles livros que funciona mais pela habilidade narrativa com a qual é conduzido do que pelos acontecimentos. Quando somos apresentados à história, todos os eventos já aconteceram e tomamos conhecimento deles a partir do relado de Delphine que agora os enxerga com um olhar muito diferente do que tinha quando de fato ocorreram. Agora ela vê as atitudes de L. com desconfiança, enxerga potencial de perigo em cada uma delas, o que faz com que o leitor veja as coisas da mesma maneira. Caso acompanhássemos os eventos enquanto eles aconteciam, com certeza a história seria muito diferente. Não conhecemos L. diretamente, mas já a vemos surgir como uma personagem perigosa e misteriosa porque é assim que Delphine a revela para nós. Por isso, a protagonista é uma espécie de narradora não-confiável que apresenta a história para o leitor através de seu olhar totalmente contaminado pelas consequências daqueles episódios.

L. é uma personagem misteriosa (e em muitos momentos lembra a perturbada Anne Wilkes de “Misery”) que deixa o leitor na expectativa, mas também ressabiado, para descobrir o que ela irá fazer. Parece que sempre temos um pé atrás com L., que devemos desconfiar de cada uma das suas ações e esperar qualquer coisa dela. Paira a sensação de que a enxergamos melhor do que a própria Delphine, mas a verdade é que é apenas pelos olhos de Delphine que a conhecemos. Por isso, certezas não existem. Por um lado, sentimos que há alguma coisa muito errada na ânsia de L. de estar disponível e ser prestativa. Por outro, parece que tudo o que ela quer é que Delphine escreva o melhor livro que é capaz de escrever. Aos poucos, testemunhamos como L. entra dentro da mente de Delphine, como se torna necessária, mas não sabemos seus motivos já que não temos acesso direto a ela.

“Baseado em fatos reais” é aquele tipo de livro envolvente que, não precisando, o leitor não larga. O curioso é que não são muitos os acontecimentos que se desenrolam e na maior parte da trama a sensação que se tem é que o território está sendo preparado para alguma coisa que eventualmente vai acontecer, mas que nada está acontecendo no momento. Ainda assim, o livro não é arrastado (e Vigan acerta em fazê-lo curto) e prende o leitor pelo magnetismo de sua narrativa e pela atmosfera de perigo que cria, provocando um efeito muito mais satisfatório do que milhares de reviravoltas (que tantas vezes soam forçadas).

Me lembrando um pouco o excelente “No Escuro” (um dos meus thrillers psicológicos favoritos), “Baseado em fatos reais” manipula muito bem seu leitor, escondendo o jogo ao mesmo tempo em que revela suas cartas. Sabemos de onde vem o perigo, sabemos que aquela situação não irá acabar bem, só não sabemos todos os detalhes do caminho.

Ao longo do leitura tentei prever o desfecho, pois me parecia que a história poderia se encaminhar para milhares de soluções diferentes, todas potencialmente interessantes. Fiquei muito satisfeita em constatar que uma das minhas teorias estava certa, mas ainda assim a autora conseguiu me surpreender. Vigan fez algo que eu aprecio muito em livros de suspense: plantou pistas muito discretas e deu as chaves para as respostas, sem se dar ao trabalho de explicar tudo para o leitor.

Em uma época em que thrillers psicológicos têm me decepcionado, “Baseado em fatos reais” foi uma grata surpresa e deixa a expectativa para os demais livros da autora.

Título: Baseado em fatos reais (exemplar cedido pela editora)
Autora: Delphine de Vigan
N° de páginas: 254
Editora: Intrínseca

sábado, 17 de setembro de 2016

RESENHA: 'Salem

“A cidade conhecia a escuridão. 
Conhecia a escuridão que cobria a terra quando o sol se escondia e também a escuridão da alma humana.” (KING, 2013, p. 235)

***

Admito que o fator determinante para que eu lesse ‘Salem foi o fato de que o livro é considerado por muitos fãs como uma leitura necessária para a saga A Torre Negra, que pretendo começar ainda este ano. Comecei a leitura apenas para riscar o livro da lista e acabei me surpreendendo com a estória empolgante e envolvente que encontrei. 

O escritor Benjamin Mears retorna a Jerusalem’s Lot (conhecida como ‘Salem) a fim de tentar exorcizar seus demônios de infância. Mas, logo após sua chegada, a pequena cidade se vê em luto quando dois garotos se aventuram na floresta e apenas um deles retorna. A situação piora quando os habitantes começam a desaparecer. Ben e seus companheiros terão que vencer a incredulidade e combater o mau que ronda ‘Salem. 

O primeiro ponto que merece destaque é o constante clima de tensão que King mantém durante toda a obra. Cada vez que eu pegava o livro, tinha a sensação de que era transportado para Jerusalem’s Lot, sentindo na pele a atmosfera sufocante e sombria que envolvia a cidade e seus moradores. Mas deixo claro que o livro tende muito mais para o gênero suspense/thriller psicológico do que para o terror, contando apenas com algumas poucas cenas mais assustadoras. 

Me impressiona o fato de que ‘Salem seja o segundo livro publicado pelo autor, pois sua evolução é palpável. Carrie, a Estranha — sua primeira obra — apresenta uma trama mais simples e linear, focando na jornada dos personagens, enquanto ‘Salem conta com uma estória mais complexa, repleta de reviravoltas, e um cenário mais rico, mas sem deixar o desenvolvimento dos protagonistas de lado. 

O livro é narrado em terceira pessoa e acompanhamos não apenas o ponto de vista de Ben, mas também de personagens igualmente importante para o desenvolver da estória. Entretanto, me pareceu que King pecou pelo excesso de personagens, pulverizando demais a trama. Como consequência, embora tenha simpatizado com Ben e os demais protagonistas, confesso que não criei com nenhum deles uma conexão mais forte. Se não fosse por este fator, tenho certeza que ‘Salem teria se tornado um dos meus livros preferidos do autor.  

O desenvolvimento da estória é impecável. ‘Salem é o tipo de livro que faz o leitor perder a noção do tempo e virar as páginas sem nem perceber. Apesar de contar com uma primeira parte mais vagarosa, referente a apresentação dos personagens e do contexto, King consegue prender a atenção do leitor desde o início. E quando a luta entre o bem e o mau tem início, se prepare para muitas emoções. O desfecho guarda altas doses de ação e adrenalina, deixando o leitor com o coração na boca. 

Apesar da premissa não parecer aquilo tudo, garanto que ‘Salem representa King em sua melhor forma: uma mistura de suspense, aventura e terror, com toques de sobrenatural. Tenha você interesse de ler a série A Torre Negra ou não, garanto que ‘Salem é uma ótima leitura.

Título: ‘Salem (exemplar cedido pela editora)
Autor: Stephen King
N.º de páginas: 460
Editora: Suma de Letras 

sexta-feira, 16 de setembro de 2016

PROMOÇÃO: John Green


Em cinco anos de blog aprendemos muitas coisas. Uma delas foi abrir o nosso olhar para novos gêneros. Foi assim que conhecemos um autor que hoje é um dos nossos favoritos: John Green. Pensando nisso, em meio as comemorações de aniversário do blog, o Além da Contracapa presenteia um leitor sortudo com um box importado contendo os quatros livros do autor (em inglês, edição brochura). 

Regulamento:

A promoção terá início no dia 16 de setembro e término no dia 26 de outubro.

Para participar, basta preencher o formulário abaixo, usando sua conta do Facebook ou seu e-mail. É obrigatório seguir o blog no Facebook e ter um endereço de entrega no Brasil.

As demais entradas são opcionais

Para a entrada "Tweet about the Giveaway" ser válida, é obrigatório seguir o blog no twitter. 

O resultado será divulgado no blog e nas redes sociais até três dias após o encerramento da promoção, sendo que o sorteado será contatado por e-mail, tendo o prazo de 48 horas para fornecer seus dados e o blog se responsabiliza por confirmar o recebimento das informações. 

Decorrido o prazo sem manifestação do vencedor, novo sorteio será realizado.

O vencedor ganhará um box contendo os livros "Looking for Alaska", "An Abundance of Katherines", "Paper Towns" e "The Fault in Our Stars".

O prêmio será enviado pela equipe do blog em um prazo de 40 dias úteis.

A Equipe do Além da Contracapa se reserva ao direito de dirimir questões não previstas neste regulamento.

a Rafflecopter giveaway
 

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